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CGD alcança um resultado líquido de 294,2 milhões no primeiro semestre

30 Julho, 2021

Num semestre caracterizado por alguma retoma e recuperação na atividade económica num contexto ainda adverso para a atividade bancária, o Grupo Caixa Geral de Depósitos gerou um resultado líquido consolidado de 294,2 milhões de euros, (+18,3% face ao período homólogo de 2020), equivalente a uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 7,2%.

Esta evolução é sobretudo consequência da boa performance dos Resultados de Operações Financeiras, visto que ao nível dos proveitos core manteve-se a tendência negativa, marcada pela queda da margem financeira (-44 milhões de euros) só parcialmente compensada pelo aumento das comissões.

O resultado líquido inclui ainda um resultado extraordinário de 44,3 milhões de euros (depois de impostos) decorrentes da reavaliação das responsabilidades com benefícios pós-emprego e provisões para o programa de pré-reformas. Deste modo, o resultado líquido corrente foi de 250 milhões de euros o que corresponde a um aumento de 26,2% face ao resultado corrente do primeiro semestre de 2020.

A imparidade de crédito registou 90,2 milhões de euros, no final de semestre, um reforço face aos 59,7 milhões de euros registados no trimestre anterior, e que, líquida de recuperações, se traduziu num custo de risco de crédito de 19 p.b..

Os custos de estrutura totalizaram, em base recorrente, 400 milhões de euros, valor 1,5% inferior ao registado no período homólogo de 2020, o que se traduziu num rácio cost-to-income recorrente de 45,3%, inferior ao valor de 49% atingido no primeiro semestre de 2020.

Os depósitos de clientes aumentaram 4,5 mil milhões de euros (+6,3%) no primeiro semestre de 2021, evolução essencialmente justificada pela captação da CGD Portugal, impulsionado pelo aumento da taxa de poupança das famílias e demonstrando a confiança e vinculação dos clientes na Caixa.

Neste período, o stock de crédito a empresas em Portugal (excluindo os sectores de construção e imobiliário, onde se concentra a redução de NPL) cresceu 5,4%, reflexo do reforço no apoio às empresas.

No crédito à habitação e face ao primeiro semestre de 2020, o crescimento em termos de nova produção foi de +65% no montante concedido, resultando na liderança do mercado com uma quota de nova produção de 24,4%, até maio de 2021. Apesar do aumento estar influenciado pela baixa produção no segundo trimestre de 2020, devido ao início do confinamento, a CGD manteve a tendência de crescimento acima do setor e reforçou a sua quota de mercado face a 2020.

No primeiro semestre verificou-se a continuação na melhoria da qualidade dos ativos, com o rácio de Non-Performing Loans a reduzir para 3,2% o que, a par do reforço preventivo de imparidades, permite atingir um rácio de NPL líquido de imparidades de 0% (se consideradas todas as imparidades de crédito), situação prevalecente desde o primeiro trimestre. Considerando apenas as imparidades específicas, o rácio líquido da CGD já compara favoravelmente com a média dos bancos europeus. Os rácios de capital foram reforçados e atingiram 18,9% no capital core (CET1) e 21,5% no capital total, mesmo após o pagamento do dividendo sobre o resultado de 2020 e cumprindo confortavelmente os requisitos de capital em vigor para a CGD. Estes rácios de capital, superiores à média Portuguesa e Europeia, evidenciam a robusta posição de capital da CGD.

No decorrer do mês de julho de 2021, a Moody’s Investor Service subiu em um nível o rating de dívida sénior de longo prazo da CGD de Ba1 para Baa3. Esta elevação da dívida sénior de longo e curto prazo da CGD, marca o regresso à categoria de investment grade pela Moody’s, após um período de dez anos, constituindo um importante marco na evolução e no posicionamento da Caixa no mercado. Com esta alteração a CGD é agora notada em nível de investment grade por duas das principais agências internacionais.

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