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Research Unit.

NOS investe 96 milhões no 1º trimestre

11 Maio, 2021

A NOS investiu, no primeiro trimestre de 2021, 96 milhões de euros, valor que representa um crescimento de 8,7% face ao período homólogo de 2020. Neste período, a empresa de telecomunicações atingiu um resultado líquido de 30,5 milhões de euros, valor que compara com 10,4 milhões negativos alcançados no ano anterior.

A suportar o crescimento da empresa nacional esteve o bom comportamento da divisão de comunicações, com um aumento de 0,8% nas suas vendas para 335,7 milhões de euros. As vendas consolidadas tiveram um recuo de 2,3%, explicado pela ausência de atividade da área de cinemas, devido ao confinamento e à descida de receitas de roaming, também afetadas pela pandemia.

O EBITDA da área de comunicações verificou, de igual forma, uma evolução positiva, de 1,2% para 143,5 milhões de euros, ao passo que a área de cinemas recuou 20,6% neste período. O EBITDA consolidado recuou 0,4%. A margem EBITDA registou uma evolução positiva de 0,9pp para 45,1%.

No final do período em análise, a Dívida Financeira Líquida situou-se nos 783,4 milhões de euros, menos 26,2% do que no final de março de 2020, representando 1,5x o EBITDA Após Leasings, um rácio conservador face às congéneres do setor. A redução acentuada da dívida financeira líquida relaciona-se com o recebimento do pagamento proveniente da alienação da NOS Towering no final do terceiro trimestre de 2020.

Miguel Almeida, afirma, a propósito dos resultados da empresa que lidera que “durante mais um período de confinamento, as nossas pessoas foram capazes de entregar resultados robustos, que se traduzem num forte crescimento nos serviços de telecomunicações, em simultâneo com a entrega de um serviço de excelência. Para além de assegurarmos as necessidades das famílias, empresas e instituições, em pleno Estado de Emergência, fomos também capazes de entregar ainda mais valor aos nossos clientes e à sociedade.”

NOS cresce em todas as áreas de serviço

Durante o primeiro trimestre do ano, a NOS não abrandou o seu ritmo de inovação. Lançou o primeiro hotspot pronto para o 5G em Portugal, a primeira solução Plug & Play para auto-instalação de equipamentos e reforçou a  sua oferta de entretenimento com a integração do Amazon Prime na plataforma UMA.

Na linha da frente da implementação da tecnologia 5G, transformou o Estádio do Sport Lisboa e Benfica no primeiro estádio 5G, dotando-o da infraestrutura tecnológica necessária para responder às necessidades de comunicação do futuro. Com a ambição de fazer pela primeira vez, tudo o que ningém fez, realizou o primeiro evento desportivo em 5G. O clássico da Liga NOS SL Benfica - FC Porto, que teve lugar na última semana, foi o primeiro evento desportivo realizado em 5G em Portugal e teve como objetivo demonstrar o potencial da nova geração de comunicações móveis e a robustez tecnológica do estádio.

Em paralelo, durante o último trimestre, a NOS desenvolveu um conjunto de parcerias exclusivas no âmbito do 5G, levando às lojas experiências de entretenimento imersivas, que permitiram aos seus clientes testar e sentir esta tecnologia disruptiva, materializada em realidade virtual, aumentada e gaming.

No segmento empresarial, a NOS reforçou o seu papel enquanto impulsionadora da transformação digital das empresas, através de uma parceria estratégica com o Microsoft, com objetivo de oferecer um leque cada vez mais diversificado de soluções tecnológicas aos seus clientes, e uma parceria com o Kaizen Institute, que pretende acelerar o desenho e implementação de projetos 5G otimizados, que conduzam à digitalização das empresas nacionais.

Com a Amazon Web Services (AWS) iniciou o programa Acelerador 5G, criando condições para o desenvolvimento de novas ideias e negócios que possam vir a ser apoiados pelo Fundo NOS 5G. E, em parceria com a multinacional Lleida.Net, a NOS passou a comercializar serviços de envio registado eletrónico, tornando-se a primeira operadora portuguesa incluída pelo Gabinete Nacional de Segurança na Lista de Confiança Nacional.

Nas comunicações móveis verificou-se um crescimento de 3% no número de serviços, que passam a totalizar 4,992 milhões. Esta tendência foi também sentida nos serviços de banda larga fixa, que cresceram em 37 mil, totalizando 1,462 milhões, e também nos serviços de voz fixa, que atingiram 1,771 milhões,  mais 14 mil serviços, face ao ano anterior. O número de clientes convergentes e integrados alcançou 62,9% da base total de clientes fixos, mais 2,2pp do que no final de março de 2020. No final do primeiro trimestre de 2021, a base de serviços totais prestados pela NOS atingia 9,902 milhares de RGUs, um crescimento de 2,1% face ao período homólogo.

Resultado do forte investimento que a NOS continua a realizar nas suas infraestruturas de rede, a  cobertura de rede fixa de nova geração atingiu, no final deste trimestre, 4,913 milhões de casas, mais 274 mil face ao final do trimestre homólogo.

Nos serviços empresariais, além de comunicações, a NOS tem vindo a apresentar um conjunto de soluções de IT, contando com parceiros estratégicos, nomeadamente na área de cloud híbrida, como a Google, AWS e Azure. No período em análise, a NOS continuou a conquistar clientes relevantes no segmento corporate, tanto no setor público como no setor privado. O número de serviços empresariais atingiu no final do trimestre 1,532 milhões, o que compara com 1,483 milhões registados no mesmo período de 2020.

Na área de cinemas, altamente impactada pela pandemia, as salas estiveram encerradas praticamente durante todo o trimestre, tendo sido apenas vendidos 15,9 mil bilhetes nos poucos dias em que as salas estiveram abertas. No primeiro trimestre de 2020, o número total de bilhetes vendidos foi de 1,5 milhões.

 

Miguel Almeida: em discuro direto comenta o trimestre

“Durante mais um período de confinamento, as nossas pessoas foram capazes de entregar resultados robustos, que se traduzem num forte crescimento nos serviços de telecomunicações, em simultâneo com a entrega de um serviço de excelência. Para além de assegurarmos as necessidades das famílias, empresas e instituições, em pleno Estado de Emergência, fomos também capazes de entregar ainda mais valor aos nossos clientes e à sociedade.

Mantivemos o esforço de investimento no desenvolvimento de redes fixas de nova geração, reforçando a nossa presença em cada vez mais localidades, de norte a sul do país. Continuamos focados em melhorar e otimizar a nossa rede móvel, a qual foi distinguida, neste período, como a melhor em Portugal, no estudo independente da Ookla. Ao mesmo tempo, continuamos a preparar a nossa infraestrutura para a implementação do 5G.

Apesar de todas as dificuldades regulatórias que se têm enfrentado em Portugal, o 5G é uma tecnologia disruptiva, na qual a NOS pretende ter uma posição de liderança, focada numa abrangente implementação e na superação contínua das expetativas dos nossos clientes, que constituem o centro da nossa atividade. Ainda sem podermos levar este mundo novo às famílias e às empresas, temos criado oportunidades para testar a tecnologia e desenvolvido parcerias importantes, que nos permitem, desde já, mostrar aos nossos clientes como será o futuro das comunicações móveis.

Movidos por uma enorme vontade de futuro, inovámos com a entrega de serviços relevantes, como a auto-instalação de televisão e internet, ou o lançamento da linha de equipamentos recondicionados, que, integrados numa perspetiva de economia circular, são uma opção mais sustentável.

Ao nível da sustentabilidade e do cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável, estes primeiros três meses foram também de grande importância. Além de renovar o compromisso com os princípios do Global Compact, a NOS reforçou a parceria com a União das Misericórdias, colocando a inovação tecnológica ao serviço das pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade.

Em março, a NOS foi o único membro fundador português do “European Green Digital Coalition”, que agrega outras empresas de telecomunicações e IT com posições de liderança, que partilham o objetivo de reduzir as emissões de carbono em 75% até 2030 e atingir a neutralidade carbónica em 2040, contribuindo para limitar o aquecimento global a 1.5ºC.

Já em maio, anunciámos um acordo com a EDP para compra de eletricidade renovável a longo prazo. Inovador e pioneiro no mercado de comunicações nacional, este acordo pressupõe a construção de um novo parque eólico e o fornecimento de 62 GWh anuais de eletricidade verde, o que vai permitir à NOS ter mais de 40% da sua operação alimentada por energia verde já em 2023. Um passo importante na implementação da estratégia de sustentabilidade da NOS, que dá resposta a um dos grandes desafios ambientais que enfrentamos.”

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